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Bactérias
do gênero Staphylococcus, como a Staphylococcus aureus (foto), estão entre os microrganismos encontrados na pele humana pelos pesquisadores
da Universidade do Colorado (foto: Eric Erbe e Christopher Pooley/USDA).
Cada indivíduo possui em suas
mãos um conjunto único de bactérias, que pode ficar por até duas semanas nas
superfícies tocadas por ele. Um estudo indica que esses microrganismos podem
ajudar peritos forenses na identificação de suspeitos de crimes.
Com a
ajuda da microbiologia, peritos forenses podem em breve ganhar uma nova
ferramenta para ajudar a identificar suspeitos de crimes. Um estudo [...]
mostrou que as bactérias que vivem na pele humana são “personalizadas”, ou
seja, cada indivíduo possui uma composição única de comunidades desses
microrganismos. Como essas bactérias podem persistir inalteradas nos objetos
manuseados ao longo de dias, é possível identificar indivíduos a partir da
“impressão microbiana” exclusiva deixada por eles nesses objetos. [...]
A
análise de teclados e mouses de
computadores mostrou que resíduos bacterianos deixados na superfície dos
equipamentos eram compatíveis com os microrganismos encontrados na ponta dos
dedos de diferentes usuários. O grau de compatibilidade era consideravelmente
maior do que em relação a amostras recolhidas da pele de pessoas que não
haviam tocado os objetos.
“Mesmo
gêmeos idênticos têm comunidades microbianas diferentes, o que sugere que
nosso conjunto de bactérias pode ser mais pessoalmente identificável que o
genoma humano”, concluiu a equipe de Noah Fierer, pesquisador da Universidade
de Colorado em Boulder (EUA). [...]
Material genético similar
Na
primeira parte da pesquisa, foram comparadas amostras de bactérias recolhidas
em três teclados de computador e nos dedos dos respectivos donos. Após
analisar o DNA bacteriano, o grupo concluiu que o material genético dos dois
tipos de amostras era similar. Quando a comparação foi feita com outros 15
teclados nunca tocados pelos três voluntários, não houve o mesmo grau de
correspondência.
“Juntos,
esses resultados demonstraram que o DNA bacteriano pode ser recuperado de
superfícies relativamente pequenas, que a composição das comunidades de
bactérias associadas aos teclados é distinta nos três equipamentos e que os
indivíduos deixam ‘impressões digitais’ bacterianas únicas em seus teclados”,
afirmam os pesquisadores [...].
Na
última parte pesquisa, os cientistas testaram a eficácia da técnica para a
identificação de pessoas. A equipe coletou amostras de nove mouses de computadores pessoais que
não haviam sido tocados por mais de 12 horas. Também foi coletado material
bacteriano das palmas das mãos dos donos dos computadores.
A
compatibilidade entre o dois tipos de amostras foi então comprovada a 270
amostras de bactérias coletadas das mãos de pessoas que nunca haviam
utilizado os mouses. Nos nove
casos, as comunidades bacterianas encontradas em cada objeto foram muito mais
similares àquelas da pele dos usuários.
A
expectativa é de que esses métodos de comparação possam ser usados como
alternativas à análise de DNA e às impressões digitais em investigações
forenses. [...]
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Este blog foi criado para que os alunos do curso MGME interajam através dele, aprimorando e trocando conhecimento com atividades diversificadas, contextualizadas sobre ciências.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
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